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Custo de oportunidade: a chave para a priorização eficaz

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Tanto em administração quanto em economia, o conceito de custo de oportunidade é amplamente estudado. O custo de oportunidade é o valor da perda ou do risco ao se colocar esforços, dinheiro ou tempo em uma determinada opção ao invés de outra. Em economia, esse conceito é muito utilizado em investimentos. O investidor tem apenas […]

Tanto em administração quanto em economia, o conceito de custo de oportunidade é amplamente estudado. O custo de oportunidade é o valor da perda ou do risco ao se colocar esforços, dinheiro ou tempo em uma determinada opção ao invés de outra.

Em economia, esse conceito é muito utilizado em investimentos. O investidor tem apenas a quantia X de dinheiro. Ele pode aplicá-lo em um número limitado de opções. O custo de oportunidade é o que ele perde ao aplicar esse dinheiro em uma opção e não em outras.

Oportunidade

Em administração, o conceito de custo de oportunidade pode ser aplicado a uma série de processos empresariais. Toda decisão envolve abrir mão das opções que não foram escolhidas. O custo de oportunidade é o cálculo da perda – ou mesmo apenas do risco da perda – do que se ganharia se as outras opções tivessem sido escolhidas.

Pensar no custo de oportunidade em nossas vidas diárias é a chave para a priorização eficaz. Evidentemente, não podemos fazer tudo o que gostaríamos de fazer, pois o tempo limita nossos esforços mesmo que tivéssemos toda a motivação e energia para realmente fazer tudo o que queremos fazer. Nem sempre esse é o caso, é claro! Desmotivação à parte, raciocinar em termos de custo de oportunidade pode nos ajudar a eliminar muito desperdício em nossas vidas, desde tempo até esforço, atenção e dinheiro.

Todos os recursos que temos à nossa disposição na vida – tempo, dinheiro, energia, atenção, etc. – são limitados e condicionados à nossa própria capacidade de priorização. A matemática é simples: se priorizamos sentar em frente à TV quando chegamos em casa no final da tarde e só saímos quando é hora de ir para a cama, o custo de oportunidade foram todas as coisas que poderíamos ter feito com aquele tempo e aquela energia que ainda tínhamos para realizar outras atividades.

O custo de oportunidade pode ser aplicado desde às coisas mais simples, como utilização cotidiana do tempo, quanto a escolhas mais complexas, como ter filhos, ficar ou sair de um emprego, abrir o negócio X ou Y.

Neste artigo, vamos nos focar apenas no raciocínio necessário para priorizar corretamente no dia a dia, o que é infinitamente mais simples do que tentar avaliar o custo de oportunidade da abertura de um negócio ou da construção de uma família!

No seu dia a dia, você deve se habituar a avaliar como está utilizando seus recursos práticos mais importantes: seu tempo, sua atenção e sua energia. O critério de avaliação deve ser criado por você baseado em seus valores e prioridades magnas, ou seja, as coisas que você considera mais importantes naquele determinado momento de sua vida, as coisas que você sabe que precisam ser feitas.

Para compreender o custo de oportunidade, é imprescindível entender que não é possível fazer TUDO o que gostaríamos de fazer e que, devido à limitação de tempo e energia, precisamos nos esforçar ao máximo para priorizar somente o que é realmente importante.

Isso parece óbvio, mas não é! Muita gente se dedica a atividades não prioritárias simplesmente porque pode e aí está o maior problema! Há muitas atividades importantes que não são prioritárias, ou seja, não precisam ser feitas naquele momento ou não precisam ser feitas por você. Se você não souber exercitar a capacidade de priorização, você acabará se dispersando, fazendo de tudo um pouco e, no final das contas, nada de concreto.

A raiz da dispersão é justamente fazer tudo o que está disponível só porque você pode, mesmo que aparentemente as atividades não pareçam ser perda de tempo.

Na minha atividade como autora, por exemplo, eu poderia falsamente acreditar que todo o tempo que eu passo escrevendo é um tempo bem gasto, já que cada artigo, cada capítulo de um novo livro apenas adiciona mais valor ao que eu tenho a oferecer, certo? Errado! Escrever aleatoriamente é uma atividade dispersiva e esse é um dos maiores problemas de aspirantes a escritores que nunca conseguem acabar nem sequer o primeiro livro. Se, hipoteticamente falando, cada livro que eu escrevo levasse um ano para ser escrito, ao me dedicar a três livros ao mesmo tempo, eu não acabaria o primeiro antes do final do terceiro ano! Se, pelo contrário, eu priorizasse um só livro de cada vez, eu terminaria um por ano e, no final de três anos, teria três livros completos.

Devido a comentários em artigos anteriores que evidenciam uma certa dificuldade de alguns leitores em compreender o que quero dizer com “fazer diversas coisas ao mesmo tempo”, acrescento esta explicação extra aqui: quando falo em “fazer diversas coisas ao mesmo tempo”, não estou falando em termos literais, ou seja, é claro que podemos combinar certas atividades e realizá-las dentro da mesma unidade de tempo cronológica, como assistir TV e checar e-mails ou comer e falar ao telefone. Multitarefar, ou seja, fazer, literalmente, mais de uma coisa ao mesmo tempo é outra coisa! Não acredito que multitarefar seja positivo também – mas isso já é outra história! O que abordo aqui é a dedicação alternada a mais de uma meta ao mesmo tempo, como escrever um capítulo de um livro hoje, amanhã escrever um capítulo de outro livro e assim por diante. O custo de oportunidade, nesse caso, está ligado principalmente ao tempo.

Ao se dedicar somente a uma meta no tempo que há disponível para ela, você a completaria mais rapidamente do que se dividisse esse tempo entre três, quatro, cinco metas diferentes, achando que, dessa forma, está sendo produtivo.
Essa sensação de falsa produtividade ao fazer muitas coisas ao mesmo tempo é o que leva muitas pessoas a não alcançarem resultados visíveis na vida. A dispersão, no longo prazo, acaba levando à falta de continuidade. Ainda no exemplo dos livros, ao me “esparramar”, escrevendo três livros ao mesmo tempo, eu correria o risco de me desanimar com a profissão e desistir de tudo, não publicando livro nenhum no final das contas.

Essa dificuldade para priorizar, como no caso do autor que tenta escrever vários livros ao mesmo tempo, está ligada ao “medo” do custo de oportunidade. Mesmo sem conhecer o conceito, todos nós intuitivamente sabemos que ao fazer uma escolha, estamos abrindo mão dos resultados que as outras alternativas poderiam nos trazer. O medo de que essas outras alternativas pudessem ser melhores nos faz abrir mão da escolha e tentar perseguir todos os resultados. De todas as opções, porém, essa é a mais perigosa. Há um ditado que diz que “quem tudo quer, nada tem”. Esse ditado cabe como uma luva nessa situação! O medo do custo de oportunidade é uma reação egocêntrica ao risco de não se ter absolutamente tudo o que se pode ter, afinal de contas, se as opções estão disponíveis para você, hipoteticamente você poderia ter todos os resultados. Essa ganância é a raiz do fracasso.

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Fran Christy é formada em administração de empresas com especialização em planejamento estratégico. Fran vive em Seattle, EUA, é fundadora do Excellence Studio e escreve sobre desenvolvimento pessoal, produtividade e estratégias de vida. Google +





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10 Comentários para “Custo de oportunidade: a chave para a priorização eficaz”
  1. Tathi Lopes

    Sofro desse mal. Só não sabia que isso tinha nome. Já fui tratada (sem sucesso, diga-e de passagem) com transtorno de ansiedade e bipolaridade. Toda manhã, tenho muitas coisas que precisam ser feitas em casa, e para meu trabalho, sou professora e tenho 15 turmas (6ª,7ª 8ªséries, 1º,2º3º colegias, misturados em português e inglês), para prepara aula e corrigir trabalhos e provas. Resultado: bate o desespero porque nunca sei por quem começar a preparar as aulas. Então começo andar de um lado para outro, olhar no relógio e ver o tempo passar, sem poder fazer nada. A ansiedade chega, começo a suar, passo mal do estômago, e decido fazer o almoço, sem saber nem o que fazer de almoço. Chega a hora de ir para o trabalho, e fico com deprimida por não ter feito “nada” de importante. Então, adoeço, de verdade, vou ao médico e no outro dia, tudo se repete.
    Adorei esse artigo e gostaria de saber mais sobre o assunto. Se houver algum livro seu que ajude por favor me indique. Já tenho alguns seus e são maravilhos.
    Obrigada.

    • Joaquim

      Tathi,

      Eu também já fui professor mas nunca aceitei pegar um número tão grande de turmas, nem com conteúdo tão diversificado.
      15 turmas com 6 conteúdos diferentes deixa qualquer um assoberbado. É uma torre de Babel. Eu peguei 6 turmas com 2 conteúdos diferentes. Achei suficiente.
      Boa Sorte.

  2. ELBA TEIXEIRA

    As vezes nos deparamos com esse problema de termos que decidir o que é prioridade e do que podemos abrir mão e nesse momento encontramos um artigo inteligente, como esse, sobre como estabelecer prioridades, é como encontrar um amigo que lhe diz exatamente o que vc deveria fazer. Pra mim, foi de grande valia, hoje, ler este artigo. Aliás, todos os artigos que foram Chris, são bastante interessantes.
    Parabéns e obrigada!

  3. Stela Dalecio

    Eu acreditava que se começasse várias coisas teria no final das contas , uma quantidade boa de coisas concluídas, sendo que ao longo desse tempo o que não tem importância terá ficado pelo caminho e o que realmente tem relevancia seria concluido somado as demais conquistas!
    Mas acho que isso poderia funcionar sim, não no meu caso, por que me distraio muito facilmente , como agora por exemplo tenho um monte coisas para fazer e decidi sem planejamento comentar nesse artigo.
    Não que eu ache perda de tempo estar aqui , mas compromete as demais coisas que eu deveria estar fazendo.
    Existe algum método de concentração para que isso não aconteça?
    Seu artigo é muito bom .Parabéns!

  4. NAILZE

    excelente!! abriu a mente. obrigada.

  5. Lauro

    Fran. Muito bom. Algumas coisas parecem tão óbvias estão na nossa frente o tempo todo, mas parece que precisa alguém nos alertar para nos darmos conta. E este alguém é você. Obrigado.

  6. Ana Alice

    Que legal! Tudo que eu precisava ler para entender o porque de meu espaço físico ser incompleto, mesmo eu esforçando tanto para deixá-lo pronto. Para cada ambiente que olho vejo algo que me faz bem, no entanto falta o acabamento. Priorizo outras coisas, mesmo listando o que tenho para fazer.
    Preciso aprender, de fato a priorizar, para sentir o prazer de ver o entorno completo ao meu redor. Valeu.

  7. Camila

    Muito bom o artigo.
    Na vida profissional esse tipo de comportamento com falta de priorização de metas pode levar ao fracasso. Na vida pessoal as vezes é dificil perceber que estamos tendo esse tipo de comportamento, mas é sempre bom acordar pra recomeçar.

  8. Joaquim

    Existe um mito que, principalmente as mulheres, gostam de alimentar. Trata-se de dizer que são capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Resolvi tirar isso a limpo e fiz uma experiência. Conversei pelo MSN com uma amiga que gostava de conversar com 2, 3 ou 4 pessoas ao mesmo tempo. ELA DISSE QUE ERA CAPAZ. Começamos a conversar, aí eu tornei a conversa mais profunda, fui aprofundando o assunto de tal modo que necessitasse de raciocínio para responder ou perceber as entrelinhas. Ela não conseguiu responder nem perceber as entrelinhas.
    CONCLUSÃO: O ser humano só é capaz de fazer 2 coisas simultâneas quando apenas uma delas requer raciocínio e a outra é uma coisa que pode ser colocada no piloto automático. Exemplo: Atender um cliente ao telefone e botar uma água no fogo pra ferver.
    Um contra-exemplo: um médico (a) não consegue atender dois pacientes simultaneamente.

  9. Aline

    Ótimo raciocínio, aplicável à maioria das situações. Entretanto, no caso de atividades criativas, como escrever livros, por exemplo, e outras atividades que dependam de inspiração, às vezes é produtivo parar uma atividade e começar outra diferente, porque, ao tirar por uns instantes o foco da atividade anterior, é mais provável que surja uma idéia criativa, decorrente de uma conexão inesperada entre assuntos aparentemente sem relação um com o outro.

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